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Memórias nos
Sapatos
Olhou para os seus
sapatos
Pelo tempo já bem
gastos,
Eram os seus
preferidos,
Companheiros
destemidos,
Das noitadas de
aventuras,
Encaradas sem
censuras!
Desfazer-se deles?
Não!
Reclama seu
coração.
Não são só velhos
calçados,
São caminhos já
trilhados.
Neles moram mil
momentos,
Guardam risos,
sentimentos.
Cada risco traz
lembrança,
Cada passo, uma
esperança.
Como pode
abandonar
O que o faz tanto
lembrar?
Cada marca ali
deixada
Conta um trecho da
jornada.
Muito além do que
se vê,
Há lembranças pra
viver.
Pois difícil é
deixar
O que ensina a
recordar.
Se o sapato
envelheceu,
A memória não
morreu.



Um comentário:
Que poesia linda, Lúcia! E temos apego aos sapatos já surrados mas que não mais nos nachucam e ainda nos levam! Adorei! Beijos, obrigadão! Chica
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