Eita!
Já no fim da festa
do
Espiritual Idade
E eu,
como sempre, atrasada
Chego
na festividade
Deixando
minha partilha
Tecida em simplicidade!
Metade
em Sombra
Metade
em sombra e silêncio
Carrego
o rosto velado,
No
espelho, um vulto estranho,
De
olhar duro e calado.
Sorrio
em tom complacente,
Mas
grito, dentro, abafado.
O
mundo exige o teatro,
Vestir-se
de fantasia,
Esconder
dor no verniz
De
uma falsa cortesia.
Enquanto
a alma desaba,
O
corpo finge alegria.
No
jogo da conveniência,
A
verdade é censurada.
Mostro
aquilo que convém,
Nunca
a face revelada.
Na
máscara, sou aceita,
Sem
ela, sou ignorada.
Mas
sonho com novos dias,
Sem
véus, sem medo ou prisão.
Que a
alma possa ser nua,
Livre
em sua expressão.
E a
máscara, enfim, caia
Pela
força do coração.
https://meusertaopoetico.blogspot.com.br/16anosespiritualidade
Um comentário:
Querida amiga Lúcia, sabia que de você viria algo muito belo e poético.
Descreveu a imagem e foi adentrando no tema da vez com muita perfeição e intensidade.
"No jogo da conveniência,
A verdade é censurada.
Mostro aquilo que convém,
Nunca a face revelada.
Na máscara, sou aceita,
Sem ela, sou ignorada."
Que estrofe mais cheia de viva e vivência!
Então, teve uma solução preponderante:
"E a máscara, enfim, caia
Pela força do coração."
É só o Amor que vence todas as máscaras nossas que todos temos ainda que não admitamos.
Estou sempre sem palavras á altura para deixar aos amigos, como Você, pela exímia participação.
Muito obrigada pelo esforço que fez para não ficar de fora do nosso grupo de amigos de tantos anos.
Seja muito feliz e abençoada!
Beijinhos fraternos de gratidão e estima
🤝😇💐🙏😘
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