Eita!
Já no fim da festa
do
Espiritual Idade
E eu,
como sempre, atrasada
Chego
na festividade
Deixando
minha partilha
Tecida em simplicidade!
Metade
em Sombra
Metade
em sombra e silêncio
Carrego
o rosto velado,
No
espelho, um vulto estranho,
De
olhar duro e calado.
Sorrio
em tom complacente,
Mas
grito, dentro, abafado.
O
mundo exige o teatro,
Vestir-se
de fantasia,
Esconder
dor no verniz
De
uma falsa cortesia.
Enquanto
a alma desaba,
O
corpo finge alegria.
No
jogo da conveniência,
A
verdade é censurada.
Mostro
aquilo que convém,
Nunca
a face revelada.
Na
máscara, sou aceita,
Sem
ela, sou ignorada.
Mas
sonho com novos dias,
Sem
véus, sem medo ou prisão.
Que a
alma possa ser nua,
Livre
em sua expressão.
E a
máscara, enfim, caia
Pela
força do coração.
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